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POLÍCIA
Sexta - 14 de Agosto de 2026 às 04:29
Por: Redação TA c/ G1-MT

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A Polícia Civil investiga as circunstâncias do ataque que resultou na morte de duas agentes comunitárias de saúde na madrugada desta quinta-feira (13), no Distrito de Cangas, em Poconé, a 104 quilômetros de Cuiabá. As vítimas são Maria Helena do Carmo, de 51 anos, e Cleidineia Eucaris da Costa, de 46 anos.

Segundo as informações repassadas à polícia, Maria Helena e José Correia de Miranda, de 47 anos, haviam mantido um relacionamento por aproximadamente três anos e estavam separados havia cerca de um mês.

Na noite do crime, o suspeito teria comparecido a uma confraternização e iniciado uma discussão com Maria Helena. Conforme o delegado Matheus Prates, responsável pela investigação, José teria atacado a ex-companheira com uma faca.

O irmão de Maria Helena, de 43 anos, tentou impedir a agressão e também foi ferido. Ele recebeu atendimento do Samu, foi encaminhado para uma unidade de saúde e recebeu alta médica ainda na quinta-feira.

Outra mulher tentou intervir

Durante a ocorrência, Cleidineia também teria tentado impedir a agressão. Segundo o relato apresentado aos investigadores, ela conseguiu sair da residência, mas foi perseguida pelo suspeito.

A agente comunitária de saúde foi atingida por golpes de faca e também sofreu agressões com um pedaço de madeira. Ela morreu no local.

Maria Helena foi encontrada morta dentro da residência. O irmão da vítima informou à Polícia Civil que não presenciou o momento em que ela foi atacada.

Ainda durante os depoimentos, o familiar relatou que Maria Helena teria sofrido agressões anteriores durante o relacionamento com o suspeito. A informação também passou a ser analisada pelos investigadores.

Suspeito foi abordado durante deslocamento

A Polícia Militar recebeu o chamado sobre o ataque por volta de 0h50. Enquanto a equipe se deslocava para o Distrito de Cangas, os policiais identificaram um veículo que recebia sinais de luz de outros dois carros.

Durante a abordagem, José foi localizado dentro do automóvel. Conforme o registro policial, ele havia deixado o local do crime e seguia em direção à sede da Polícia Militar, onde teria afirmado que pretendia se entregar.

O homem apresentava escoriações pelo corpo. Ele foi levado para atendimento médico e, posteriormente, encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.

Durante o interrogatório, José permaneceu em silêncio. Até a última atualização da investigação, ele não havia constituído advogado.

A audiência de custódia está prevista para esta sexta-feira (14). O caso permanece sob investigação da Polícia Civil.





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