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POLÍCIA
Sexta - 14 de Agosto de 2026 às 02:13
Por: Da Redação

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O assassinato brutal das Agentes Comunitárias de Saúde (ACS) Maria Helena do Carmo, de 51 anos, e Cleidineia Eucaris da Costa, de 46 anos, causou comoção e deixou a população de Poconé, a 104 quilômetros de Cuiabá, em luto. As duas profissionais de saúde foram mortas na madrugada desta quinta-feira (13), no distrito de Cangas, em um crime investigado pela Polícia Civil como feminicídio e homicídio qualificado.

Responsável pela investigação, o delegado Matheus Prates de Oliveira revelou que as vítimas foram executadas de forma cruel. Maria Helena, que era ex-companheira do suspeito, foi atacada com golpes de um pedaço de madeira e teve o crânio quebrado. Cleidineia, amiga de Maria Helena, tentou fugir, mas foi alcançada pelo suspeito e atingida por aproximadamente 15 a 16 golpes de faca em diferentes partes do corpo.

O irmão de Maria Helena também foi vítima da violência. Ao tentar impedir as agressões, ele foi esfaqueado e ficou gravemente ferido. Socorrido e encaminhado para a UPA de Poconé, o homem, segundo o delegado, não corre risco de morte.

De acordo com a investigação, o crime teria sido motivado por ciúmes e pela não aceitação do fim do relacionamento. Maria Helena estava em sua residência comemorando o aniversário, acompanhada do irmão e de uma amiga, quando José invadiu o imóvel e iniciou as agressões.

Após o ataque, o suspeito deixou o local em seu próprio veículo e afirmou que iria se entregar à polícia. Antes de chegar à delegacia, entretanto, foi interceptado por uma equipe da Polícia Militar e preso em flagrante.

José foi autuado pelos crimes de feminicídio, homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado. A Polícia Civil informou que irá representar pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva durante a audiência de custódia.

Duas agentes de saúde são vítimas da violência

Maria Helena e Cleidineia trabalhavam no Programa de Saúde da Família (PSF) do distrito de Cangas, vinculado à Prefeitura de Poconé. A condição das vítimas como profissionais de saúde aumentou ainda mais a comoção entre moradores e colegas de trabalho.

“Um crime bárbaro que chocou toda a população de Poconé. Comoveu bastante, porque as duas vítimas que vieram a óbito eram profissionais de saúde, trabalhavam aqui no PSF, no distrito de Cangas, pertencente à Prefeitura de Poconé. A cidade está em luto”, afirmou o delegado Matheus Prates de Oliveira.

Em nota, a Prefeitura de Poconé e a Secretaria Municipal de Saúde lamentaram profundamente a morte das servidoras e manifestaram solidariedade aos familiares, amigos, colegas de trabalho e a toda a comunidade do distrito de Cangas.

Carmen Machado reforça luta contra o feminicídio

Diante da brutalidade do crime, a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso (FESSP/MT), Carmen Machado, se solidariza com os familiares, amigos, colegas de profissão e toda a comunidade de Poconé pela perda das duas Agentes Comunitárias de Saúde.

Servidora aposentada da Saúde e Segunda Suplente de senadora na chapa com o senador Carlos Fávaro, Carmen Machado tem travado uma luta cada vez mais firme contra o feminicídio em Mato Grosso e defende o fortalecimento de medidas e leis rígidas para combater a violência contra as mulheres.

Para Carmen, casos como o ocorrido em Poconé reforçam a necessidade de ampliar o enfrentamento à violência contra a mulher e de buscar mecanismos cada vez mais rigorosos para impedir que situações de violência terminem em tragédias.

A dirigente sindical também manifesta solidariedade aos familiares e amigos de Maria Helena e Cleidineia, bem como aos colegas de trabalho das duas profissionais, que perderam suas vidas de maneira tão brutal junto de pessoas próximas.

O caso, que chocou Poconé, volta a colocar em evidência a violência extrema contra as mulheres e reforça a luta por medidas mais efetivas de prevenção e combate ao feminicídio em Mato Grosso.





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